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A Técnica de Plissado no Smocking

O plissado é o primeiro e essencial passo do smocking: consiste em criar pregas uniformes no tecido para reduzir sua largura em até um terço, gerando elasticidade.

 

Tradicionalmente feito à mão, ele exige paciência, mas pode ser facilitado com ferramentas modernas. O ideal é usar tecidos leves e estáveis, como algodão lawn, voile, seda ou crepe de chine, que se dobram bem sem enrugar. Calcule três vezes a largura final desejada (ex.: para 10 cm de smocking pronto, use 30 cm de tecido), mais margem de costura.

O smocking, com seu plissado habilidoso, une utilidade e beleza, convidando a um artesanato meditativo. 

A História do Plissado no Bordado Smocking

O bordado smocking é uma técnica milenar de costura decorativa que combina plissado (ou pregas finas) com pontos de bordado, criando um efeito elástico e texturizado no tecido. Originário da Inglaterra, ele transforma peças lisas em elementos funcionais e estéticos, com raízes profundas na tradição artesanal.

O smocking surgiu na Inglaterra medieval, por volta do século XIV, como uma solução prática para roupas de trabalho. Diferente de outros bordados, que eram símbolos de status e puramente decorativos, o smocking era funcional: permite elasticidade em tecidos rígidos, como linho, algodão ou lã, sem o uso de elásticos (que só foram inventados séculos depois). Seu nome deriva de "smock", a camisa folgada usada por camponeses, pastores e trabalhadores rurais para proteger o corpo de ferramentas como o cajado do pastor ou o chicote do condutor de carroças.

Registros históricos, como o de Luttrell Psalter (c. 1340), mostram aradois vestindo smocks plissados, e o escritor Geoffrey Chaucer menciona a peça em sua obra de 1386. No século XVII, o smock-frock evoluiu para um traje masculino solto até os joelhos, com plissados bordados que controlavam o volume do tecido, facilitando o movimento. Cada vila desenvolvia padrões únicos, com pontos como feather stitch (ponto pena), chain stitch (ponto corrente) e stem stitch (ponto haste), muitas vezes na mesma cor do tecido para um efeito sutil.

No século XVIII e XIX, o smocking atingiu seu auge, sendo usado em roupas infantis, bodices (corsets) e punhos de camisas. Era comum em vestimentas de classe baixa, mas ganhou popularidade entre a elite vitoriana, influenciada por figuras como Oscar Wilde e o artista William Morris. Com a Revolução Industrial, máquinas de costura ameaçaram a tradição, e os trabalhadores abandonaram os smocks por roupas prontas. No entanto, na década de 1940, revistas de artesanato reviveram a técnica, e nos anos 1980, com pleiteadoras mecânicas, ela ressurgiu na moda contemporânea. Hoje, é valorizada em vestidos de noiva, roupas infantis e alta-costura, simbolizando herança cultural e artesanato handmade.

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